6.5.08
17.4.08
30.3.08
19.3.08
Bactérias
Afinal é mesmo possível ver bactérias a olho nú. Em muitas grutas, onde as condições de temperatura e humidade são relativamente constantes, podem-se formar mantos que recobrem as paredes na sua totalidade. Muitas colónias formam mesmo padrões de crescimento muito peculiares.
1.3.08
15.2.08
Símbolo dos Açores?
Hortênsia (Hydrangea macrophylla), Terceira, AçoresA hortênsia é usada em tudo o que é folheto, cartaz publicitário ou imagem que queira representar os Açores no seu estado "natural". Surpreendentemente ou não, 99% dos turistas que visitam as ilhas (incluindo biólogos), não sabem que esta planta é não só introduzida como invasora! Originária do extremo oriente é plantada por tudo o que é estrada ou caminho nestas ilhas. Mesmo quem ache que a flôr é bonita não pode deixar de se perguntar porque razão esta planta do outro lado do mundo é usada como "símbolo" Açoriano. Tem tanta lógica como usar um koala num eucalipto para representar Portugal (pensando bem já estivemos mais longe disso). Não teremos outras opções?
5.2.08
Efémera
Este é um caso de aproveitar o momento enquanto se pode. Os efemerópteros passam a maior parte da sua vida sob a forma de larvas em água doce. Tornam-se adultas por apenas umas horas a uns dias com o fim único de acasalar e, no caso das fêmeas, pôr os ovos. As suas larvas são muito usadas como indicadores do estado ambiental de habitats aquáticos.
26.1.08
Macrothele
Depois da mais pequena aranha europeia, endémica de Sesimbra, aqui fica a maior aranha europeia, possivelmente endémica do sul da Península Ibérica. Com um tamanho de corpo (excluindo patas) de até 4 cm, já mete respeito. É assim 500.000 vezes maior que a Anapistula sp. em volume. Curiosamente, um bicho deste tamanho foi descoberto pela primeira vez em Portugal apenas em Março de 2007 por um alemão em férias. Isto demonstra bem o pouco que se conhece deste grupo.
Esta é também a única aranha listada na Directiva Habitats, como tal a única espécie protegida em Portugal. Apesar de as listagens de invertebrados incluídos nestas listas parecerem ter sido feitas de forma verdadeiramente aleatória, pelo menos lembraram-se deles :)
16.1.08
Risco de Extinção
Anapistula sp., Gruta do Fumo, Sesimbra
Apresento uma nova espécie de aranha cavernícola, do género Anapistula, família Symphytognathidae. Um grande nome para a mais pequena aranha Europeia com meio milímetro quando adulta. Esta foto foi tirada in situ, em condições no mínimo adversas com um fole, uma lente 50mm invertida e um bom trípé. Mesmo assim não saiu como queria, mas como as condições permitiram. Como curiosidade, esta espécie aparenta ser partenogénica, ou seja, não existem machos dando-se a reprodução através de "clonagem" das fêmeas. Ainda não se tem a certeza, mas pensa-se que esta espécie será descendente de alguma outra aranha que existisse à superfície quando autênticas florestas tropicais recobriam toda esta área, há milhares de anos. Com a vinda das grandes épocas glaciais, algumas destas pequenas aranhas podem-se ter refugiado no clima mais “temperado” das grutas e aí ficaram até hoje. Os seus parentes mais próximos conhecidos estão agora restritos à floresta tropical Africana.Descoberta há dois anos por mero acaso em 3 grutas muito próximas no Sistema do Frade durante uma actividade do Núcleo de Espeleologia da Costa Azul, não só se trata de uma nova espécie para a ciência, como os critérios IUCN a classificam como “criticamente em perigo de extinção”. Os critérios foram pensados para vertebrados, mas são muitas vezes aplicados a invertebrados com as devidas reservas. No entanto, a verdade é que a área de distribuição potencial da espécie (que deve andar por apenas 2 km2) tem-se reduzido significativamente devido às pedreiras mais próximas. Infelizmente, todas as tentativas de um ano para obter uma autorização do ICN(B) e do PNA para estudar a espécie foram goradas, afinal de contas é apenas um "insecto", não se pode esperar grande interesse. Não quer dizer que esteja à espera disto, mas era razoável que estes pequenos seres fossem pelo menos considerados como parte da Natureza e da Biodiversidade. Um dia as mentalidades mudam, haja esperança. Entretanto, aqui fica o registo de mais uma espécie única no nosso país.
16.12.07
4.12.07
22.11.07
10.11.07
3.11.07
22.10.07
28.9.07
19.9.07
10.9.07
30.8.07
24.8.07
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