Às vezes parece-me que em Portugal se brinca à conservação. Quando o ICN, com ou sem B, anda preocupado com os fotógrafos da Natureza, esses verdadeiros flagelos, ao menos nos Açores vai-se prestando atenção ao que realmente importa no que concerne à conservação das espécies. No continente as únicas espécies efectivamente protegidas são vertebrados e algumas plantas. A maioria da biodiversidade é "carne pra canhão" ou quando muito alimento para bicho grande (daí a recusa do B que se poderia estender à dúvida no N). Mas nas ilhas consegue-se fazer algo de notável. Atribuir a mesma importância, nem que seja no papel, a cada ser vivo independentemente do tamanho. A aranha da foto, endémica de uma única gruta, foi identificada como uma das prioridades para conservação não só nos Açores como na Macaronésia. E bem lá no topo do "Top 100"! Falta fazer muito, mas os primeiros passos estão dados. Talvez um dia o continente vá a reboque do que se faz nas ilhas...
18.2.09
9.2.09
Reflexo(e)s
Esta foto foi tirada em Dezembro de 2008. Provavelmente uns dias antes da publicação da polémica "Tabela de Visitação" do ICNB. Ainda bem que na altura a tabela não existia porque senão lá ia ter de desembolsar umas centenas de euros se quisesse publicar alguma das fotografias que tirei nesta visita de 2 dias. Só à espera da luz certa levo por vezes horas, quando a consigo. Com cada hora a 25€ a coisa não sai barata... Porque não se distingue a fotografia editorial da fotografia publicitária ou a fotografia da Natureza da fotografia de um produto qualquer. Citando uma resposta da sra. Paula Bártolo do ICNB "O que está em causa é tirar as fotos para serem vendidas, independentemente do local onde as mesmas sejam publicadas"
Mais polémica aqui.
Ou aqui.
Ou aqui.
Ou aqui.
Ou aqui.
Ou aqui.
E já agora, ainda bem que o ICNB não mete as mãos nas regiões autónomas. Como Açoriano adoptado com um livro na forja, com algumas centenas de fotos, talvez já estivesse a dever dezenas de milhar de euros...
E já agora, ainda bem que o ICNB não mete as mãos nas regiões autónomas. Como Açoriano adoptado com um livro na forja, com algumas centenas de fotos, talvez já estivesse a dever dezenas de milhar de euros...
1.2.09
23.1.09
Ilhéu de Baixo
Com 14 milhões de anos, o Porto Santo é uma das mais antigas ilhas da Macaronésia. As mais antigas, com 27 m.a. são as Selvagens que em tempos, tal como Porto Santo, foram bem maiores que na actualidade. O que vemos hoje é já resultado de muito tempo de erosão. Todo este tempo permitiu naturalmente a formação de novas espécies. Este Ilhéu da Cal, por exemplo, conta com 2 espécies endémicas de caracóis num espaço tão diminuto.
16.1.09
7.1.09
Roca Negra
Fim de um dia de caminhada pelo Gerês. Apesar de ainda termos 4 horas de caminho pela noite dentro olho para trás e gosto do perfil desta Roca Negra, irmã da também imponente Rocalva, na base da qual esta foto foi tirada.
24.11.08
Abrigo
Como acabo de ver um artigo científico que aborda o uso de conchas de caracóis como abrigo para artrópodes, aqui ficam umas vespas que ali encontraram uma nova casa.
5.11.08
Osga
Será Tarentola? Ou Hemidactylus? Alguém sabe? Pelo que sei a melhor forma de distinguir é olhar prós dedos mas esqueci-me de os focar :)
19.10.08
27.9.08
5.9.08
14.8.08
Tarantula
Apesar de grandes, as nossas tarântulas estão confusas. Ou melhor, nós é que estamos confusos porque ninguém sabe afinal que espécies temos, entre Hognas, Lycosas e Allocosas. Mas com este tamanho todo ainda ninguém se lembrou de as estudar? É verdade... E não é só na Península Ibérica onde temos mais de uma dezena de espécies de que não se sabe bem o status (muitas delas provavelmente foram erroneamente descritas como novas espécies). É também o caso da Madeira, onde as muitas espécies endémicas estão tão mal descritas que ninguém sabe muito bem o que existe.
4.8.08
Atlas
Azib n Tizgui, Alto Atlas, MarrocosMais uma imagem de uma caminhada de 6 dias no Alto Atlas em Abril de 2008. Sem uma nuvem que se visse durante todo o percurso, só o nascer e pôr do sol nos proporcionavam esta luminosidade suave. Entre um banho na água de um ribeiro alimentado pelo degelo e um jantar numa tenda berbere :)
18.7.08
6.7.08
19.6.08
Helix
Esta é uma entre 10 fotos enviadas por mim que chegaram às semi-finais do Wildlife Photographer of the Year, edição 2008. Não sei a percentagem que chega a esta fase, mas para o ano será melhor, espero :)
11.6.08
A Armadeira de Monte Gordo
Há algum tempo que não recebia nenhum mail acerca da famosa "Armadeira de Monte Gordo". Surgiu há alguns anos e ciclicamente é posto de novo a circular supostamente por alguém que foi mordido por esta aranha da foto, a Loxosceles rufescens. Conta a história, numa das versões mais populares acompanhada de fotos de necrose num dedo da mão, que o coitado do senhor foi mordido por esta aranha. Isto aconteceu em Monte Gordo, onde colónias destas aranhas subsistem depois de terem sido importadas nos cachos de bananas. As primeiras versões que me chegaram há uns anos não falavam das bananas mas eram escritas em português abrasileirado. Quando é que o sotaque se transformou em bananas não sei, só sei que é mais um "hoax", uma mentira.
Realmente existe em Portugal continental esta Loxosceles. É muito comum, principalmente em zonas secas como no Alentejo interior e mesmo dentro de casas. E pode causar necrose. Mas, ao contrário do referido no mail, não causa necroses graves, não salta, não é agressiva, não vem do Brasil ou das bananas e nem se chama armadeira. Muito menos há casos de amputações ou morte.
Aliás, em Portugal não existe nenhuma aranha que possa causar qualquer tipo de problema grave. O mais que podem fazer é eliminar uma quantidade enorme de insectos praga, sintetizar venenos que permitam futuramente elaborar novos medicamentos, alertar para situações de desequilíbrio ecológico ou mesmo servir como objectos de estudo comportamentais por excelência (ao terem uma inteligência similar a muitos mamíferos). Tirando estes "problemas" não causam certamente mais nenhum perigo...
9.6.08
A viúva alegre
Sem ter tido a oportunidade de confirmar a identidade, dado que apenas vi juvenis, esta poderá ser a infame "viúva-negra". Na verdade a nossa viúva, Latrodectus tredecimguttatus, parece ser bastante comum em zonas dunares de norte a sul do país. Imagino que muitas casas construídas em cima de dunas também as tenham. Infelizmente não se deixa de aí construir, se estas aranhas fossem perigosas até podiam ser muito úteis contra a quantidade de atentados ambientais que se vêm no nosso litoral. Uma espécie de controlo biológico contra pragas humanas :)
Os grãos de areia e restos de presas que se vêem na teia servem como refúgio, a aranha esconde-se em baixo desta pequena construção, invisível aos predadores.
2.6.08
4167m
Nem toda a gente tem a oportunidade de subir a mais de 4000m de altitude. Ou está longe, ou requer muita preparação física e técnica, ou ambos. Mas o Toubkal será uma excepção, com apenas alguma preparação e tendo vontade não fica nada difícil lá chegar. Isto apesar de ser o ponto mais alto do Norte de África. Sem ter sido a minha primeira vez a mais de 4000, foi certamente a mais fácil (da última andei perdido nas crevasses de um glaciar Alpino durante a noite :)) Depois de 4 dias de caminhada em Abril de 2008 fez-se a ascenção ao 5º dia, felizmente com um tempo formidável. E a vista valeu bem a pena, depois de carregar com 2kgs de material fotográfico extra...
25.5.08
E.T.
Foto tirada durante um COBRA (o que é o COBRA???) na Reserva Natural do Paúl de Arzila. Em um único dia, 4 pessoas, 142 espécies de aranhas! E este louva-a-deus, com umas antenas formidáveis e a curiosidade natural de criatura inteligente (ou quase...).
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